Criatividade e empreendedorismo

Criatividade e empreendedorismo

Introdução

Muito têm se falado sobre habilidades do futuro, algumas delas são a empatia, que é a capacidade de enxergar o mundo ao olhar do outro. O pensamento crítico como forma coesa e impessoal de julgamento é uma, e ainda cabe citar outras, como estabilidade emocional e resiliência. Todavia, hoje focaremos em uma em especial, a criatividade, e analisaremos como ela se relaciona com outro conceito também amplamente discutido, mas, que na realidade vem sendo trabalhado desde muito tempo atrás, o empreendedorismo.

Habilidades do futuro

Quando se fala sobre criatividade, o comum é se imaginar o processo de aprendizagem como o palco dessa jornada. Devido a um ensino defasado e a necessidade mundial de reinventar as formas de aprender e tornar esse ato mais desconstrutivo, tem-se falado bastante sobre habilidades do futuro, e como é importante integrá-las às escolas.

Muitas dessas habilidades, são conhecidas como habilidades sociais, e por mais que alguns tenham mais facilidade de assimilar, outros não as possuem tanto assim, porém, elas podem ser aperfeiçoadas independente da faixa etária.

Outro motivo de busca por conhecimento sobre estas técnicas, é que ao invés de cursos e habilidades técnicas, cada vez mais as empresas têm buscado nos candidatos competências emocionais e mentais, pois, graduações podem facilmente serem absorvidas pelo novo colaborador, porém, habilidades mais inerentes ao comportamento humano são mais difíceis de simular, logo, mais valiosas na hora de uma seleção de emprego por exemplo.

Você possui essas características?

A criatividade, vista por um âmbito social, é uma qualidade adquirida por pessoas que buscam inspiração em informações e têm a sensibilidade de percebê-las de forma diferente. Pessoas criativas possuem comportamentos diferentes: são persistentes, bem humoradas, possuem boa desenvoltura em atividades e ainda são grandes visionárias.

 

Empreendedorismo criativo

Diante de seus inúmeros ensinamentos, Albert Einstein tem entre suas frases mais famosas a que diz que “insanidade é continuar fazendo sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes.” Ao observarmos essa fala, podemos entender que a criatividade possui uma influência enorme no que iremos realizar e no que temos como objetivo. De forma abrangente, isto também se refere ao mundo do empreendedorismo.

 

Como exemplo de grandes empresas que prezam por essa linha de raciocínio podemos citar a Uber, a Ambev, a 3M, e outras inúmeras empresas que fizeram de uma ideia construtiva e disruptiva a inovação necessária que o mercado precisava.

Voltado para o universo corporativo, a criatividade 

não está apenas em notar uma proposta de valor que o mercado ainda não oferece, e que por si só possa ser inovadora e atraente ao público. Criatividade vai além disso, ela serve também para inovar na alma do negócio, isto é, a forma de gerir a empresa. Desde um organograma que siga padrões diferentes até processos com novas etapas implementadas. O importante para se entender o processo criativo é enxergá-lo como todo movimento fora de um padrão preestabelecido que já foi testado e validado, ou seja, é basicamente pensar fora da caixa, propondo soluções únicas que transformam.

Barreiras no processo criativo

Agora fica nítido de ver que a criatividade nasce da junção de conhecimentos diversos, e que para tais soluções surgirem se faz necessário que se consiga fazer ligações entre conhecimentos que antes pareciam não ter sentido em se unirem. Fazer com que muitos campos de conhecimento sejam relevantes e levados em conta no momento de montar uma estratégia, um produto, um serviço ou até mesmo a empresa em si, é o que conceitos como o de design thinking trabalham. Mas antes de abordar a aplicabilidade deste conceito, que é bastante amplo e portanto nos aprofundaremos nele em outro post, abordaremos outro conceito relevante: Crenças Limitantes e como elas interferem no processo criativo.

Voltando ao processo educativo do país, vemos o quanto ele limita toda a criatividade. Crianças que vão mal em matemática e que vão bem em português por exemplo, são taxadas como fora dos padrões, quando o exigido é que sejam medianas em todas as disciplinas. Desde cedo é imposto a crença limitante, fazendo com que a maior parte da sociedade julgue coerente não se arriscar por não ter certezas suficientes, ou não aprender um novo assunto porque ele não é do seu nível de conhecimento.  Sobre este último ponto, o mais preocupante é como se cria uma fobia do aprendizado e de como é posto de lado o conhecimento autodidata, que de fato é o que leva o indivíduo a buscar óticas diferentes para compreender o mundo por meio de conhecimentos diversos, aprendidos e aprofundados por si só.

 

 

 Conclusão
Para o empreendedorismo se tornar competitivo, uma das características que ele precisa carregar consigo é a criatividade. Todavia, ser criativo tanto esbarra em vários conceitos preestabelecidos, quanto não se faz presente sem atitudes que façam as ideias saírem do papel. Por fim, dentre tudo o que foi abordado, como achar o meio termo certo para ser criativo no ambiente profissional?

 

Assim que vencidas as crenças limitantes que talvez impeçam de exercer a criatividade, se utilizando de táticas de p.n.l. que já foram abordadas aqui no blog, é preciso começar a propor ferramentas básicas que modifiquem o ambiente de trabalho de forma criativa, um deles é o brainstorm. Como o próprio nome já diz, são basicamente várias propostas de ideias para solucionar um problema, contanto que todas as ideias sejam consideradas válidas, ampliando o máximo possível o leque de possibilidades de soluções, de envolvidos e do que mais for proposto. Se possível, é importante envolver pessoas de vários campos de conhecimento.

Depois de incorporado este, e pouco a pouco outras formas de inovar a empresa, independente do tamanho do negócio e de quantos são os envolvidos (podendo ser aplicado desde em apenas um setor, até mesmo em empresas do modelo de negócio startup), a tendência é que se amplie os ideais do empreendedorismo criativo dentro e fora das organizações.

Autores: Ingrid Morais e Joardson Souza

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